O CEFR, chamado QECR em português, organiza referências de uso da língua em A1, A2, B1, B2, C1 e C2. Os grupos A, B e C representam, respectivamente, uso básico, independente e proficiente. As descrições tratam do que a pessoa consegue fazer em condições específicas; não são uma contagem universal de palavras conhecidas.
Para navegar no estudo, pense numa ampliação de autonomia: lidar com trocas curtas e previsíveis, sustentar conversas e textos sobre mais assuntos, e interpretar ou expressar nuances com mais precisão. Essa orientação é um mapa geral, não uma tabela para atribuir seu nível. Use os descritores oficiais e a habilidade pertinente quando precisar comparar cursos ou avaliações.
Exemplo: ler “Your booking is confirmed” e identificar uma reserva não comprova A2 nem B1. O texto é curto, o assunto pode ser familiar e a resposta pode ter sido decorada. Já explicar por que uma reserva deve mudar exige outra amostra. C2 também não significa conhecer todas as profissões, gírias ou culturas. Se o rótulo de um curso ajuda pouco, examine as tarefas e os exemplos que ele ensina.